Quando a tradução para o inglês costuma ser exigida
O inglês é o par mais pedido da tradução pública brasileira, e quase sempre por um dos mesmos motivos: estudar fora, trabalhar fora, pedir visto, solicitar residência, instruir um processo ou revalidar um diploma.
Em todos esses casos, o que a instituição estrangeira recebe não pode ser uma tradução qualquer. Ela precisa vir de um tradutor público — profissional habilitado por concurso e registrado na Junta Comercial do estado —, porque é a habilitação dele que dá fé pública ao documento. A Privilège organiza o processo; a tradução é feita e assinada por esse profissional.
Documentos mais traduzidos para o inglês
Os pedidos se concentram em poucos tipos de documento:
- Certidão de nascimento
- Pedida em processos de visto, residência e casamento no exterior, e para comprovar filiação.
- Certidão de casamento
- Comum em pedidos de visto para cônjuge, residência e mudança de nome no exterior.
- Diploma e histórico escolar
- Base de qualquer aplicação para universidade estrangeira e de processos de revalidação.
- Antecedentes criminais
- Frequente em pedidos de visto de trabalho e residência, e costuma ter prazo de validade curto.
- Carteira de habilitação
- Usada por quem vai dirigir no exterior ou converter a habilitação em outro país.
- Contratos e documentos societários
- Necessários em operações com empresas estrangeiras, contratações e processos.
Tradução juramentada e apostila são coisas diferentes
Essa confusão é a mais cara de todas, porque faz gente contratar uma coisa achando que resolveu a outra e descobrir tarde.
A tradução juramentada verte o conteúdo do documento para outro idioma, feita e assinada por tradutor público. A apostila é um ato de cartório, previsto na Convenção da Haia, que atesta a origem de um documento público para uso no exterior. Uma trata do idioma; a outra, da autenticidade.
São etapas distintas, e muitos destinos pedem as duas. A ordem entre elas também costuma ser definida pelo órgão de destino, e varia. Não afirmamos aqui o que o seu caso exige: confirme com o consulado, a universidade ou a repartição que vai receber o documento antes de contratar.
Do Brasil para fora — e de fora para o Brasil
A tradução juramentada funciona nos dois sentidos, e o segundo pega muita gente de surpresa: um documento emitido em inglês que precise produzir efeitos no Brasil também costuma exigir tradução por tradutor público.
É o caso de quem casou, estudou, trabalhou ou teve filho no exterior e volta precisando registrar, matricular, dar entrada em benefício ou instruir processo — com certidão, diploma ou decisão judicial em inglês.
O que cada órgão brasileiro exige varia, inclusive quanto a legalização ou apostila do documento estrangeiro. Se não tiver certeza do seu caso, fale com a gente antes de contratar em vez de pagar por algo que talvez não seja o necessário.
Nomes, endereços e termos sem equivalente em inglês
A tradução juramentada não adapta o documento: ela o reproduz em outro idioma. Nomes próprios de pessoas não são traduzidos nem aportuguesados — João continua João, e é assim que deve ser, porque é o nome que consta no passaporte e nos demais documentos do processo.
Cargos, órgãos e instituições brasileiras costumam não ter equivalente exato em inglês. Nesses casos, a prática do tradutor público é manter o termo original e acrescentar a explicação, em vez de escolher um equivalente estrangeiro que mudaria o sentido. Um cartório de registro civil não é a mesma instituição que um registry office britânico, e tratá-los como iguais seria impreciso.
Por isso a tradução pode parecer mais literal do que você esperava. Ela não é um texto de marketing: é um documento que precisa espelhar o original para que a instituição de destino consiga conferir uma coisa contra a outra.
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